É como se nos últimos 54 dias do ano as mulheres não fossem pagas

Portugal tem há 40 anos uma política activa de igualdade no trabalho entre homens e mulheres, mas a remuneração mensal base delas continua a ser 14,8% inferior. Embora esteja a diminuir, indicador mantém-se elevado. Este é o primeiro de uma série de trabalhos sobre disparidade salarial.

Este ano, o Dia Nacional da Igualdade Salarial assinala-se a 8 de Novembro. A data marca o número de dias extra que as mulheres têm de trabalhar para atingirem o mesmo salário que os homens até ao final do ano. É como se entre esse dia e 31 de Dezembro, as mulheres deixassem de ser pagas pelo seu trabalho.

O fosso nunca foi tão baixo na última década. O cálculo do Gabinete de Estratégia e Planeamento é feito a partir de informação entregue pelas empresas. Em 2017, a remuneração mensal base das mulheres era 859,1 euros e a dos homens 949, 2 euros, o que correspondia a uma disparidade de 14,8%. Estava nos 18% em 2011, quando Portugal assinou o memorando de entendimento. Alargou para 18,5% em 2012. E desde então está a diminuir, pouco a pouco, às vezes umas décimas apenas.

 

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