Trabalhadores e sindicato denunciam “esquecimento” das bibliotecas municipais de Lisboa

Trabalhadores denunciam degradação das bibliotecas geridas pelo município. Câmara refuta as críticas, que considera exageradas, e admite mesmo que tem “investido imenso” nestes equipamentos.

Qual é o salário de um trabalhador do Municipio em Portugal?

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Os reparos que o Sindicato de Trabalhadores do Município de Lisboa (STML) faz à gestão da hemeroteca e do arquivo histórico estendem-se também à forma como a autarquia tem gerido as bibliotecas sob sua alçada, onde se verificam “problemas idênticos”. A câmara diz, por sua vez, que as críticas são exageradas. 

No final de Novembro, o sindicato fez chegar à Câmara de Lisboa uma exposição em que dá nota das conclusões do périplo que fez pelas várias bibliotecas da cidade. Um dos reparos é transversal a todos os equipamentos e prende-se com a “enorme falta de pessoas, nas várias carreiras e especializações implícitas a esta realidade sectorial”.

Para o sindicalista Luís Dias, esta constatação revela “algum esquecimento das bibliotecas”. Dias está particularmente preocupado com a abertura da nova biblioteca de Alcântara, que deverá ocorrer nos próximos meses, e com a possível falta de meios humanos para assumir esse trabalho. 

Alguns trabalhadores ouvidos pelo PÚBLICO fazem eco do que diz Luís Dias. Referem a inexistência de planeamento anual e queixam-se que as bibliotecas não têm orçamento próprio, estando sempre dependentes de autorização superior para realizar até a mais pequena despesa. Isso torna-se particularmente problemático nos casos em que há deficiências nas instalações, sublinham, exemplificando com as casas de banho danificadas nas Galveias ou o ar condicionado que não funciona em Marvila.

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